

Atuou no Quarteto em Cy de 1966 a 1968.
Filha da cantora Regina Célia (uma das integrantes do trio vocal As Três
Marias) e do poeta Nilo da Silveira Werneck. Regina Célia Werneck Monteiro
formou-se pelo Instituto de Educação em 1956. Participou de cursos formativos
de psicologia aplicada à educação no MEC (RJ). Trabalhou como professora primária
até 1965. Entre 1964 e 1966, atuou como repórter e crítica musical da revista
"Aconteceu". Foi fundadora (com Sérgio Cabral e Aírton Barbosa Lima)
e redatora da revista de artes Arrastão. Trabalhou, ainda, como programadora
musical, produtora e apresentadora do programa "Estamos aí", na Rádio
Roquette-Pinto, de 1966 a 1968. Neste ano, mudou-se para Los Angeles (Califórnia,
EUA), onde viveu até 1986.
Iniciou suas atividades artísticas como cantora do Quarteto em Cy em 1966,
desligando-se do grupo em 1972. Nesse período, paralelamente ao trabalho com o
quarteto, gravou comerciais e coros para vários artistas nacionais e
internacionais, além de participar com seu próprio grupo
"Brazilliance" de apresentações em algumas cidades americanas.
Durante sua permanência nos Estados Unidos, aprofundou seus estudos através de
cursos nas áreas da música, literatura e artes dramáticas.
Como letrista, é parceira de Cartola, Durval Ferreira, Tânia Maria, Djavan,
Ivan Lins, Milton Nascimento, Moacir Santos, Juan Luís Calderon, Élton
Medeiros e Oscar Castro Neves, entre outros. Teve músicas gravadas por vários
artistas como Leny Andrade, Os Gatos, Wilson Simonal, Moacir Santos, Orlandivo,
Sílvio César, Johnny Alf, Alaíde Costa, César Camargo Mariano, Beth
Carvalho, Milton Banana, Élton Medeiros, Rique Pantoja, Kleber Jorge, Tânia
Maria, Billy Eckstine, Carmen McRae & Cal Tjader e Paquito D'Rivera etc.
Atuou como tradutora de obras literárias e filmes estrangeiros como
"Jurassic Park", "A Volta de Jedi" e "ET", para o
qual também fez a voz do extraterrestre na versão brasileira. Ainda como
tradutora, e também como intérprete, atuou junto à imprensa nos dois
primeiros "Hollywood Rock" (RJ) e "Carlton Dance" (RJ), no
show da Anistia Internacional (1998, SP), no Fest-Rio (1988/1999), no
"Festival Tucano de Artes" (1989) e no Phillips Innovation Festival
(1989). Desde 1985, vem exercendo esta função no "Free Jazz
Festival" (RJ).
Como atriz participou de peças montadas no Inner Cultural Center de Los
Angeles, como "Sortilégio" de Abdias do Nascimento, e no filme
"Gangazumba" de Cacá Diegues.
Trabalhou como pesquisadora e assistente de Gene Lees em seu trabalho
sobre as influências recíprocas entre as músicas brasileira e americana.
Em 1992, assinou a direção geral do show da cantora Cehleste Jhulia, "A
Cole Porter Revival", indicado como o "melhor show musical de
1992" pelo jornal "O Globo". No ano seguinte, diplomou-se em Inglês
pela Universidade de Cambridge.